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Carla Bloise's story

Meu nome é Carla, tenho 41 anos e sou sobrevivente de um câncer de ovário. O que  tenho para falar a respeito deste é que ele não te dá sinais e quando se descobre em geral está em estado avançado, os sintomas são fáceis de confundir com outras moléstias dificultando o diagnóstico. Sentia muita cólica, dores abdominais as quais confundi com gases e cólicas menstruais, mas como persistiram por muito tempo  resolvi procurar ajuda médica.

Fui ao posto médico no local de trabalho, expliquei a situação para a médica, falei que suspeitava de uma endometriose, expliquei também do histórico de câncer na família, pois minha mãe já havia passado por um câncer de mama há anos atrás. A Drª me examinou, estava com abdômen distendido e pediu alguns exames.

Em pouco tempo estava com resultados desses exames em mãos e a confirmação de um tumor com sete centímetros que envolvia meu ovário esquerdo, e o contador tumoral com valor muito elevado o que me deixou apreensiva. Embora ainda não houvesse o diagnóstico definitivo, começou a corrida atrás de especialista. Esse diagnóstico veio na consulta que tive em outubro de 2015, três meses após os sintomas iniciais, onde já fiquei hospitalizada para retirada do tumor que havia rompido, uma histerectomia total que se prolongou por mais de seis horas.

Estava com 39 anos, costumo brincar que devido a extensão da cirurgia levei um ponto para cada ano de vida. A confirmação da doença foi avassaladora, a recuperação foi lenta, passei pela quimioterapia, caiu cabelo, chorei em alguns momentos, mas superei. Minha família foi muito presente, minha mãe foi incansável. Por isso hoje posso vir aqui dar meu depoimento e dizer que existe vida sim após o câncer e que devemos atentar para os sinais que nosso corpo nos envia.

Carla Bloise

Sobrevivente de câncer, voluntária da AMUCC

For media enquiries please contact: cmackay@worldovariancancercoalition.

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